Vias e vetores de introdução e dispersão de espécies exóticas invasoras passam por validação

Publicado em 16 de janeiro de 2023
Vias e vetores de introdução e dispersão de espécies exóticas invasoras passam por validação Créditos: Shutterstock. Plantação de Pinus

Com o objetivo de validar e aprimorar o processo de análise e priorização de vias e vetores de introdução e dispersão de espécies exóticas invasoras, foram realizados nos dias 23 de novembro e 9 de dezembro de 2022 encontros virtuais com integrantes do Ministério do Meio Ambiente, agências vinculadas e organizações parceiras. As oficinas fazem parte das ações do Pró-Espécies: Todos contra a Extinção e apoiam a implementação da Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras, aprovada em 2018 para orientar e implementar medidas que buscam evitar a introdução e dispersão, além de reduzir significativamente o impacto de espécies exóticas invasoras sobre a biodiversidade brasileira e serviços ecossistêmicos. "O Pró-Espécies traz um apoio importante para a implementação da Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras tendo em vista que estas espécies são uma das principais ameaças para a biodiversidade, para as espécies nativas brasileiras", reforçou a analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Tatiani Chapla. As principais ameaças, segundo ela, são o desmatamento, a extração direta que traz a questão da caça irregular e a pesca predatória. Vias e vetores de introdução são os caminhos pelos quais as espécies são introduzidas e dispersas para novas áreas. As vias são caminhos mais abstratos que representam interesses comerciais ou atividades humanas que acabam levando a introdução de espécies como a agricultura, a maricultura, entre outros. E os vetores são os meios físicos como pneus de caminhão que transitam em rodovias ou embarcações, para citar alguns exemplos. A consultora do Pró-Espécies Sílvia Ziller explicou que o trabalho consolidado durante as oficinas partiu da lista de 703 espécies que continha as espécies exóticas invasoras presentes no Brasil, bem como espécies com risco de introdução e invasão. Foi realizada uma busca por termos referentes a vias e vetores, os quais foram padronizados conforme os termos usados pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) e atribuídas  categorias e subcategorias para cada espécie, contemplando fauna e flora. Foram encontradas 256 referências à fauna e 277 referências à flora. Os dados foram sistematizados com base na frequência de categorias e subcategorias de vias e vetores, partindo da lista de espécies subdividida em ambientes marinhos, de água doce e terrestre e ainda por grupo biológico separando a flora e a fauna para serem apresentados aos especialistas de diversas áreas da Biologia e de diferentes temas ambientais. A partir dessa validação e das sugestões e contribuições recebidas, foi possível consolidar as análises para elaboração do relatório final. O próximo passo deve acontecer no primeiro trimestre de 2023 com a consulta sobre as fichas das espécies prioritárias para prevenção, detecção precoce e resposta rápida e espécies exóticas invasoras presentes no país. As fichas trazem informações sobre as espécies e consolidam o desenvolvimento das listas de espécies exóticas invasoras, elaboração da base de dados e análise de vias e vetores.

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