Guia Rápido orienta a elaboração de projetos de restauração de ecossistemas florestais no RS

Publicado em 2 de abril de 2025

O Guia Rápido para a Elaboração de Projetos de Restauração de Ecossistemas Florestais foi criado para atender a uma demanda crescente por materiais orientativos que sejam práticos, acessíveis e baseados em referências científicas atualizadas sobre restauração ecológica. Com uma abordagem clara e técnica, o guia tem como objetivo apoiar profissionais na tomada de decisão quanto à escolha das melhores estratégias de restauração, alinhadas aos princípios internacionais reconhecidos e às especificidades dos ecossistemas florestais gaúchos.

O material se apresenta como uma ferramenta de apoio ágil, sem a pretensão de ser um manual exaustivo, mas sim um recurso confiável e fundamentado. Sua estrutura segue diretrizes da Sociedade Internacional para a Restauração Ecológica (SER) e destaca a importância de um planejamento individualizado para cada projeto, respeitando as condições do local e da paisagem ao redor.

Entre os principais pontos abordados estão: a importância do diagnóstico do sítio alvo (solo, drenagem, vegetação nativa, espécies invasoras); a análise do histórico de uso da área como fator de influência na escolha das técnicas; a avaliação da paisagem do entorno, com foco no potencial de aporte natural de sementes; a definição dos objetivos e metas do projeto, logística, cronograma e custos; e as considerações sobre controle de espécies exóticas invasoras (EEIs), reconhecendo sua complexidade.

Embora ofereça recomendações gerais, o guia ressalta que não há fórmulas prontas para a restauração ecológica. Cada projeto deve ser orientado por um diagnóstico técnico qualificado e contextualizado, o que garante eficácia, sustentabilidade e custo-efetivos das ações.

O Guia foi elaborado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (SEMA/RS), no âmbito do Projeto 029840 – Estratégia Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas – Pró-Espécies: Todos Contra a Extinção, com financiamento do Global Environment Facility Trust Fund (GEF). A iniciativa conta ainda com a coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), implementação do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e execução pelo WWF-Brasil.

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