O Guia de Cultivo de Cactos foi desenvolvido com o objetivo de fortalecer as ações de conservação e manejo sustentável da flora nativa da região sul do Brasil. A publicação reúne informações sobre as cactáceas nativas, sua classificação nas listas de espécies ameaçadas e os principais fatores que colocam em risco suas populações naturais.
Integrando as ações do Plano de Ação Territorial (PAT) da Campanha Sul e Serra do Sudeste, o guia se destaca como uma ferramenta técnica e educativa essencial para comunidades locais, colecionadores e pessoas interessadas na produção artesanal de cactos. A região de abrangência do PAT abriga o Geoparque reconhecido pela UNESCO como patrimônio da humanidade, o que reforça a importância da conservação da biodiversidade local.
A prática de cultivo de cactos, comum em jardins e coleções particulares, muitas vezes é realizada de forma predatória, com a retirada de exemplares diretamente da natureza. Essa prática contribui para o empobrecimento dos ecossistemas e ameaça a sobrevivência das espécies em seus ambientes originais. Diante desse cenário, o guia propõe uma alternativa sustentável: a produção regional de mudas de cactáceas com base em conhecimento técnico, respeitando o ciclo de vida das plantas e evitando impactos negativos sobre os ecossistemas.
Resultado de um esforço coletivo, o Guia foi realizado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (SEMA/RS), no âmbito do Projeto 029840 – Estratégia Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas – Pró-Espécies: Todos Contra a Extinção, com financiamento do Global Environment Facility Trust Fund (GEF). A iniciativa conta ainda com a coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), implementação do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e execução pelo WWF-Brasil.