Metodologia EICAT é utilizada em oficina para classificar Espécies Exóticas Invasoras presentes no Brasil de acordo com a magnitude dos impactos ambientais

Publicado em 11 de agosto de 2022
Metodologia EICAT é utilizada em oficina para classificar Espécies Exóticas Invasoras presentes no Brasil de acordo com a magnitude dos impactos ambientais Créditos: Rafael D. Zenni/UFLA. Achatina fulica

Por Rodrigo Braga/MMA. Como continuidade à elaboração da base de dados e da construção da lista de espécies exóticas invasoras, foi realizada no dia 26 de julho a oficina de alinhamento para a validação da categoria EICAT para as espécies exóticas da fauna e da flora presentes no país. Este trabalho é realizado no âmbito da Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras e conta com apoio do projeto GEF Pró-Espécies: Todos contra a Extinção.  A classificação de cada espécie exótica invasora foi realizada de acordo com a magnitude do impacto ambiental, conforme a metodologia Environmental Impact Classification of Alien Taxa (EICAT) da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). Este instrumento é um método simples, objetivo e transparente que classifica os táxons exóticos em uma das cinco categorias de impacto de acordo com a magnitude dos impactos prejudiciais ao meio ambiente. Ainda, entre os dias 27 de julho a 4 de agosto, foram realizadas atividades assíncronas, com intuito de obter a avaliação e contribuição de especialistas, em planilha colaborativa, sobre a lista das espécies exóticas invasoras da fauna e da flora classificadas de acordo com o método EICAT.  No dia 08 de agosto ocorreu a oficina final de validação da classificação das espécies presentes no país, de acordo com o método EICAT, na qual foram levadas para plenária 247 contribuições de 29 espécies, sendo 15 espécies da fauna (34 contribuições) e 14 espécies da flora (213 contribuições), recebidas durante a atividade assíncrona. Durante a reunião, especialistas discutiram as propostas e 20 espécies permaneceram com a mesma classificação EICAT inicialmente elencada pela consultoria contratada. Já as outras 9 espécies sofreram alguma alteração, seja mudança de nome, alteração de impacto ou do nível de confiança da análise. Por fim, uma das espécies foi excluída por não se adequar aos critérios da metodologia.

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