Dados sobre espécies ameaçadas são padronizados

Publicado em 21 de novembro de 2022
Dados sobre espécies ameaçadas são padronizados Créditos: Divulgação

Iniciativa do Pró-Espécies visa facilitar gestão das informações relacionadas à biodiversidade Com o objetivo de integrar e facilitar a gestão das informações sobre espécies ameaçadas de extinção, o Pró-Espécies: Todos contra a extinção apresentou, no dia 16 de novembro, o produto final do trabalho de definição de padrão de dados e mecanismos de publicação relacionados à biodiversidade. A ideia é que, a partir da padronização, seja possível uma maior interoperabilidade entre os sistemas e bases de dados existentes e maior celeridade na análise e síntese de informações sobre biodiversidade. A iniciativa foi desenvolvida no âmbito do Componente 1 do projeto, na ação de Integração de bases de dados sobre espécies ameaçadas, envolvendo equipes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (Sisbio/ICMBio)). O esforço resultou no detalhamento de uma lista de termos acordada e um padrão de dados para suprir a demanda de dados do MMA. “Esse é mais um passo para atingirmos a tão sonhada integração entre os universos de bases de dados. Posteriormente pretendemos desenvolver uma plataforma para agregar todas essas informações relacionadas às espécies ameaçadas de extinção”, adiantou Samuel Schwaida, analista ambiental do MMA no Departamento de Espécies (DESP/SBIO). A partir do estudo de caso da Estratégia Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção, foram realizadas quatro oficinas e trabalhos paralelos de mapeamento, sistematização e harmonização de termos e padrões de dados, investigando-se as informações e formatos de dados atualmente disponíveis. Adicionalmente foram discutidos mecanismos de publicação de dados de biodiversidade, com foco em espécies ameaçadas e iniciativas de dados abertos como a GO-FAIR Brasil. Os princípios FAIR são aplicados na gestão de objetos digitais, em especial em dados científicos, com a proposta de melhorar a qualidade das informações e, consequentemente, sua capacidade de serem encontradas e reutilizadas. Essa é uma iniciativa global que busca o desenvolvimento de um ambiente compartilhado para a pesquisa e inovação. “Para desenvolver esse padrão nós avaliamos a forma que os dados estão sendo disponibilizados pelos diferentes sistemas e traçamos um plano da ação para integrá-los”, reforçou João Lanna, consultor em gestão da informação contratado pelo MMA. Entre os problemas relatados pelos representantes do MMA ouvidos durante as oficinas realizadas para o desenvolvimento do novo padrão, estavam a organização e oferta das informações relacionadas às espécies ameaçadas de extinção, avaliadas como ruim ou muito ruim por 72,7% dos técnicos, e o processo de busca e obtenção das informações, avaliadas como trabalhosa ou muito trabalhosa por 81,8% dos participantes. “O resultado desse projeto trouxe, além de uma proposta de padrão para consumir dados e produzir relatórios, uma metodologia para o desenvolvimento de determinados produtos”, complementou Eduardo Dalcin, colaborador do projeto e tecnologista do Instituto de Pesquisas do JBRJ. “Este é um primeiro passo e servirá de exemplo para os parceiros que poderão beber dessa fonte e entender a importância de ter padrões de dados para gerir publicações e gerar relatórios relacionados à biodiversidade”, concluiu Samuel Schwaida.

Pin It on Pinterest